Dicas - Perguntas freqüentes

  1. Gostaria de saber se palavras como: superavit, deficit são acentuadas (...)
  2. Gostaria de saber o significado da Palavra (...)
  3. Segure o teu passaporte x Segure o seu passaporte
  4. Sou muito fraco em interpretaçao de texto (...) O que posso fazer?
  5. Gostaria de uma análise estilística de um conto. Seria possível enviar para análise?
  6. Gostaria de saber se a oração "Saíram tu e ele para a festa." pode ser considerada correta.
  7. Quando houver pronome pessoal e pronome de tratamento a próclise é facultativa ou obrigatória?
  8. Estou precisando de umas dicas sobre matemática e português. Seria possível enviar materiais e exercícios dessas matérias?
  9. Usa-se ele tinha chego ou ele tinha chegado?
  10. A palavra "UM" possui dígrafo quando é escrita isoladamente como em "UM RATO" e não dentro de outra palavra como em "JEJUM"? Ocorre a nasalisação?
  11. (...) o verbo falar seria um verbo abundante. Se eu disser "Ele já tinha falo", essa expressão estaria correta (...)?
  12. Qual a diferença entre embaixadora e embaixatriz?
  13. Nas orações em que os verbos poder e dever estão presentes há sujeito oracional? Ex: Podem existir três times.
  14. Cair é um verbo de ligação?

  1. Gostaria de saber se palavras como: superavit, defict são acentuadas, uma vez que estas são palavras que vem do latim.

    As palavras que você escolheu são mesmo um ponto polêmico quanto à acentuação gráfica. São estrangeirismos, como você mesmo identificou, e poderiam passar por dois processos para ingressarem em Língua Portuguesa: ou seriam aportuguesadas com nossas regras ou manteriam sua forma original, como ocorreu com show, por exemplo.

    São palavras recorrentes no noticiário, sobretudo da parte econômica, e receberam um tratamento misto. Não foram aportuguesadas em sua grafia, uma vez que "t" não é uma consoante que encerre palavras em nossa língua. Em função de possíveis complicações quanto à localização da sílaba tônica, marca-se até em nível gráfico (acento) a tonicidade.

    No final, o uso consagrou o uso do acento e muitos livros de Língua Portuguesa atuais estão registrando como exceções ou particularidades de uso da acentuação gráfica palavras como álibi, hábitat, déficit, superávit, dentre outras.

    Na verdade, uma língua é partimônio do povo e reflete suas necessidades... essa é uma delas!


  2. Gostaria de saber o significado da palavra: "Contudente" e em que situações ela pode ser empregada ou quando não deve.

    Para esse tipo de informação indicamos uma consulta a dicionário. Dê preferência ao Aurélio, considerado referência no Brasil.

    De qualquer forma, não se pode informar com precisão o significado de uma palavra qualquer se ela não estiver contextualizada.


  3. Por favor, gostaria de saber qual é a frase correta com o emprego do pronome possessivo.

    1. Segure o teu passaporte
    2. Segure o seu passaporte

    A pergunta conjuga dois usos: o do possessivo e do verbo no imperativo afirmativo, uma vez que a oração encerra uma ordem ou pedido.

    As formas aceitas gramaticalmente seriam:

    1. Segura o teu passaporte - 2a. pessoa do singular (TU)
    2. Segure o seu passaporte - 3a. pessoa do singular (ELE ou ELA)

    Na prática, no Brasil, há muito a mistura de pessoa do discurso.


  4. Sou muito fraco em interpretaçao de texto, por isso, em concursos não obtenho boa pontuação. O que posso fazer?

    Para se aperfeiçoar em interpretação, além de muita leitura, treinar com provas anteriores, de preferência da mesma banca que elaborará a prova.

    Há, por exemplo, o site do NCE que oferece gratuitamente provas e gabaritos.


  5. Gostaria de uma análise estilística de um conto. Seria possível enviar para análise?

    O site www.graudez.com.br não trabalha com envio de qualquer natureza de material. O objetivo do site é compartilhar conhecimentos, disponibilizando conteúdos para livre consulta e citação, desde que identificada a fonte.


  6. Gostaria de saber se a oração "Saíram tu e ele para a festa." pode ser considerada correta.

    Com o sujeito posposto ao verbo (tu e ele) são possíveis três concordâncias:

    • atrativa (elemento mais próximo): Saíste tu e ele para a festa. (tradicional)
    • na pessoa gramatical prioritária (TU) no plural: Saístes tu e ele para a festa. (tradicional)
    • como não se usa muito a concordância em segunda pessoa no Brasil, vários gramáticos contemporâneos aceitam também o uso da terceira pessoa do plural: Saíram tu e ele para a festa. (tendência contemporânea)


  7. Quando houver pronome pessoal e pronome de tratamento a próclise é facultativa ou obrigatória?

    Eu te aconselharei amanhã. ou Eu aconselhar-te-ei amanhã.

    Há fatores de próclise que determinam o deslocamento do pronome oblíquo. Entre eles não estão pronomes pessoais, nem de tratamento, sendo o uso facultativo da próclise.

    No caso que você destacou, há uma situação de futuro que a gramática exige mesóclise. Sabe-se também que a mesóclise, no Brasil, parece artificial. Nesse caso, como há a facuidade do uso da próclise e a mesóclise parece artificial, as duas opções acabam sendo aceitas.


  8. Estou precisando de umas dicas sobre matemática e português. Seria possível enviar materiais e exercícios dessas matérias?

    O site www.graudez.com.br é exclusivo de Língua Portuguesa, Literatura e Técnicas de Redação.

    Também é política nossa não enviar qualquer natureza de material, mas há vários itens bastante cobrados em concursos disponíveis, gratuitamente, na própria página.

    Pesquisar é uma forma de aprendizado!


  9. Usa-se ele tinha chego ou ele tinha chegado?

    O verbo "chegar" não pertence ao grupo dos abundantes e possui apenas uma forma de particípio: chegado. Sendo assim, independentemente do auxiliar, usa-se a forma regular "chegado".

    Portanto, "chego" corresponde somente à primeira pessoa do singular do presente do indicativo (Eu chego cedo todos os dias).


  10. A palavra "UM" possui dígrafo quando é escrita isoladamente como em "UM RATO" e não dentro de outra palavra como em "JEJUM"? Ocorre a nasalisação?

    Existem os chamados dígrafos vocálicos que são a nasalisação de vogais.

    Nos exemplos citados, há dígrafo vocálico (nasalização da vogal U). Para essa vogal, não importa em que posição está dentro da palavra, como ocorre com A e E.

    Por exemplo, em CANTAM, há um dígrafo vocálico (AN = Ã) e um ditongo nasal final (AM = ÃU).

    Se quiser maiores informações, consulte o próprio site www.graudez.com.br na parte de fonética.


  11. Os verbos abundantes apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão geralmente no particípio, então o verbo falar seria um verbo abundante. Se eu disser "Ele já tinha falo", essa expressão estaria correta, se tiver errada me dê uma justificativa.

    O verbo falar não é abundante, não existindo a forma "falo" como correspondente do particípio, somente há a forma regular "falado". Nem todos os verbos possuem duplicidade de formas como o verbo aceitar (aceitado), cantar (cantado), abrir (aberto), dentre outros.

    A construção proposta pode até gerar confusões de entendimento, uma vez que "falo" é um dos sinônimo de pênis.


  12. Qual a diferença entre embaixadora e embaixatriz?

    embaixadora - representante diplomática

    embaixatriz - mulher de embaixador


  13. Nas orações em que os verbos poder e dever estão presentes há sujeito oracional? Ex: Podem existir três times.

    Para análise sintática, deve-se considerar o verbo principal e não o auxiliar para transitividade e relação com sujeito.

    Portanto, no exemplo citado, não importa o auxiliar, mas sim o fato de o verbo existir ser sempre pessoal, isto é, possuir sempre sujeito (no caso, três times).

    Se a construção frasal fosse, pode haver três times, por exemplo, o sujeito seria inexistente, uma vez que o verbo HAVER, no sentido de existir, é impessoal.


  14. Cair é um verbo de ligação?

    Em verdade, os verbos não "são" de ligação, mas "estão" de ligação, dependendo do contexto frasal. No caso em questão, o verbo "cair" representa um estado (geralmente passageiro), semelhante ao verbo "estar". A expressão "cair de cama" equivale semanticamente a "estar acamada", dessa forma representando um predicado nominal, com o verbo "cair" no papel de elemento de ligação entre o sujeito "ela" e o predicativo "de cama".


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