A literatura greco-romana refere-se geralmente à ambrosia como sendo a comida dos deuses, e ao néctar, a bebida. São os alimentos dos deuses. Devido a eles é que os deuses são imortais e seu sangue (íkor) é diferente dos demais.

Podem ser usados como um meio de divinizar e tornar imortal uma criança que é destinada à morte. Com o uso desses alimentos, também pode-se recuperar todo o vigor e toda a vida de um corpo machucado pelo jejum. Esta última faculdade curativa aparece no caso de Aquiles após a tristeza pela morte de Pátroclo.

Um cadáver ainda pode receber  os efeitos benéficos das substâncias divinas - utilizado no corpo de Pátroclo que é conservado por Tétis, para não apodrecer. Para isso, a deusa instila ambrosia e néctar nas narinas do morto. Porém, tal uso não é capaz de ressuscitar um corpo abandonado pela vida.

Nos imortais, as aplicações regulares de ambrosia e néctar conservam a beleza, o viço e a energia. Hera é uma das deusas que faz bom uso dessas substâncias.

Com tantas vantagens, dentre elas a imortalidade, não é de se admirar que Tântalo quisesse roubar o néctar e a ambrosia dos deuses. Seu plano não deu certo, sofrendo ele um castigo bem doloroso.

Apesar dessas substãncias serem o alimento dos deuses, eles também se alimentam das emanações perfumadas, que os mortais lhes oferecem nos sacrifícios e nas hecatombes.

Não há, porém, unanimidade entre os autores. Homero, na Ilíada, fala da ambrosia como sendo um licor vermelho.