Charles Perrault (1628-1703)
Obra
Contes de Ma Mère l'Oye é o nome em francês dos Contos da Mãe Gansa publicados em 1697. A obra constitui-se de uma compilação de contos populares que, na época, eram menosprezados em seu tempo.
A coletânea é composta de oito contos inicialmente, mas posteriormente mais três são incorporados. A figura da Mãe Gansa já demonstra a aproximação de Perrault com as narrativas populares. Mãe Gansa, numa ilustração da edição original, assemelha-se a uma velha fiandeira que conta histórias. Imortaliza-se, assim, este símbolo no mundo literário.
Os oito contos iniciais são:
- La Belle au Bois Dormant - A Bela Adormecida no Bosque
- Le Petit Chaperon Rouge - Chapeuzinho Vermelho
- La Barbe-Bleue - O Barba Azul
- Le Maître Chat ou Le Chat Botté - O Gato de Botas
- Les Fées - As Fadas
- Cendrillon ou La Petit Pantoufle de verre - A Gata Borralheira
- Riquet à la Houppe - Henrique, o topetudo
- Le Petit Poucet - O Pequeno Polegar
Os três contos incluídos posteriormente na coletânea são:
- A Pele de Asno
- Os Desejos Ridículos
- Grisélidis
Na verdade, em metade desses contos não há fadas, assim categorizá-los como contos de fadas não seria o melhor. Eles são contos maravilhosos, uma vez que aparecem elementos fora da realidade concreta, inclusive as fadas (boas ou más). No conto Chapeuzinho Vermelho, o lobo personificado é o elemento maravilhoso; em Barba Azul, há a chave com a mancha de sangue que não pode ser lavada; em O Gato de Botas, também há a personificação do gato, além da presença do Ogre e suas transformações; enquanto em O Pequeno Polegar existem as botas de sete léguas.
Nelly Novaes Coelho



