O Guarani

O Guarani

José de Alencar

O índio Peri era companheiro e protetor de Ceci, cujo irmão matara, casualmente, uma índia da tribo Aimoré. Esse fato exaspera a família da índia que pretende vingar-se matando Ceci. Peri, vigilante, mata-os e, graças a ele, todo tipo de vingança contra a família de Ceci é desfeita. Peri, imaginando que poderia matar todos os Aimorés sozinho, toma veneno e se lança contra mais de duzentos índios. Quando já fizera grande mortandade, entrega-se como prisioneiro, porque conhecia o costume daqueles índios antropófagos de devorar o inimigo. estando ele envenenado, todos morreriam ao comer de seu corpo. No momento em que seria sacrificado, um grupo de homens salva peri. Diante do pedido de Ceci, o índio entra na floresta em busca de uma erva que anula o efeito do veneno. Novo ataque é marcado contra a casa de Ceci e o índio recebe o encargo de salvá-la. Já longe, ouve um terrível estampido e vê o fogo que destruía a casa atacada e os próprios Aimorés. Cresce a afeição da moça por Peri, que é chamado por ela de irmão. Desaba uma enorme tempestade e as águas sobem depressa. Peri leva Ceci ao alto de uma palmeira, mas as águas continuam subindo. Peri desce até as raízes da palmeira e as desprende do solo, após gigantesco esforço. A palmeira, ninho onde se abrigam Peri e Ceci, vai vagando nas águas e se perde no horizonte.


Iracema (Lenda do Ceará)

José de Alencar

Numa atmosfera lendária e exótica, desenrola-se a história dos amores de Martim, o primeiro colonizador português do Ceará, e Iracema, bela jovem índia. A moça era filha de Araquém, pajé da tribo Tabajara. Martim saira à caça com seu amigo Poti e perdera-se do companheiro indo ter aos campos dos inimigos Tabajaras. Encontra Iracema, que o acolhe na cabana de Araquém, enquanto volta Caubi, seu irmão, que conduziria o guerreiro branco, são e salvo, às terras potiguaras. Iracema, porém, apaixona-se por Martim e, depois de algum tempo, casa-se com ele e deixa sua tribo num ambiente de revolta. Desencadeia-se uma guerra de vingança e os tabajaras são derrotados. Iracema confunde as aventuras do amor com as amargas tristezas da morte de seus irmãos. Ao remorso e saudade, outra dor lhe acrescenta, a desilusão ao amor de Martim, que triste por estar longe de sua pátria, ausenta-se em longas jornadas. Num de seus regressos, encontra Iracema a beira da morte, exausta pelo esforço que fizera para alimentar o filho recém-nascido, a quem dera o nome de Moacir (filho da dor). Martim enterra o corpo da esposa e parte, levando a criança e a saudade da fiel companheira.


Ubirajara

José de Alencar

Passa-se antes do descobrimento. O mais aborígene dos romances de Alencar. Desenvolve a lenda da fusão das tribos Araguaia e Tocantins, através do guerreiro Jaguarê, o senhor da lança. Manuel Antônio de Almeida (RJ, 1831/1861)


Senhora

José de Alencar

Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira, namorara Fernando Seixas. Este desfizera o compromisso com Aurélia pela vontade de realizar um casamento com moça rica (Adelaide Amaral). Passado algum tempo, a jovem, então órfã, recebe vultosa herança do avô e ascende socialmente, quiada pelo desejo de vingar-se da afronta. Sabendo que seu antigo namorado, ainda solteiro, andava em dificuldades financeiras, resolve comprá-lo para marido. Firmado o contrato, o protagonista suporta durante meses as grosserias de Aurélia. Isso se dá até o dia em que consegue erguer o dinheiro que a esposa empregara na compra e assim obtém sua liberdade. A heroína, vencida pelo sentimento que nela não morrera pela regeneração do moço, ao receber a quantia, dá-lhe liberdade e o casamento se consuma.


Lucíola

José de Alencar

Inspirado na Dama das Camélias, conta a estória de Lúcia, que expulsa de casa, é obrigada a viver da prostituição. A moça apaixona-se por Paulo, mantendo com ele um amor puro. Ao saber que está grávida, tem um choque e morre


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