O Cortiço

O Cortiço

Aluísio Azevedo

João Romão, português ambicioso, com suas economias compra umas casinhas e aluga. Começa ali um cortiço. Surge também a exploração do homem pelo próprio homem, luta pela ascensão social e do outro lado a "gentalha", caracterizada como um conjunto de "animais" movidos pelo instinto e pela fome. No cortiço moram os mais variados tipos: brancos, pretos, mulatos, lavadeiras, malandros, prostitutas, homossexuais, assassinos, benzedeiras. O ambiente é completemente pobre e degradante. Durante todo o tempo, as pessoas são comparadas a animais: "Leandra, pulsos cabeludos e grossos, anca de animal do campo", "Rita Baiana (...) uma cadela no cio". Um incêndio em vários barracos pôe fim ao cortiço. João Romão, agora endinheirado, reconstrói o cortiço, dando-lhe nova feição e pretende casar-se com uma mulher de fino trato. O único problema é livrar-se da Bertoleza, sua companheira, uma escrava fugida que vivia com ele desde a sua pobreza. Desta forma, denuncia-lhe o paradeiro. Pouco tempo depois, surge a polícia para levá-la aos seus antigos donos. Bertoleza desesperada suicida-se, cortando o ventre com uma faca com que estava limpando peixe para a refeição de João Romão.


Casa de Pensão

Aluísio Azevedo

Amâncio de Vasconcelos é um jovem que vem para o Rio estudar. De início, hospeda-se em casa de um conhecido da família, Luís Campos. Entretanto, Amâncio encontra-se com um amigo, Paiva Rocha, e passa a viver uma vida desregrada e boêmia. Tais extravagâncias não lhe eram permitidas em casa de Campos. Por isso, resolve mudar-se para a pensão de João Coqueiro. Acaba envolvido com a irmão do dono da pensão que começa a exigir dinheiro dele. No final Amâncio é assassinado por João Coqueiro.

 


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