1. Entre outras características do Arcadismo, encontramos:
utilização, pelos poetas, de pseudônimos pastoris. condenação do Barroco, que prevaleceu no século XVI, nas suas formas de cultismo e conceptismo. a arte não deve ser concebida como imitação da natureza. o subjetivismo e o egocentrismo.
2. O Arcadismo, didaticamente, inicia-se, no Brasil, em 1768:
com a fundação de Arcádia de Lusitana. com a publicação de poemas de Cláudio Manuel da Costa (em Lisboa) e pela fundação da Arcádia Ulissiponense. com a publicação dos poemas de Cláudio Manuel da Costa (em Lisboa) e pela fundação da Arcádia Ultramarina. pela vinda da família real para o Brasil.
3. Todos os autores abaixo, relacionados pertencem à escola mineira do Arcadismo, exceto:
José Basílio da Gama. José de Anchieta Tomás Antônio Gonzaga. Frei José de Santa Rita Durão.
4. Os autores de Vila Rica, Caramuru e Uruguai foram, respectivamente:
Cláudio Manuel da Costa, Santa Rita Jabotão e Graciliano Ramos. Cláudio Manuel da Costa, J. de Santa Rita Durão e José Basílio da Gama. Santa Rita Durão, Manuel Botelho de Oliveira e Adonias Filho. José Basílio Gama, Nuno M. Pereira e Tomás Antônio Gonzaga.
5. Em Literatura, um grupo de escritores, no século XVIII, defendeu o bucolismo, a necessidade de revalorização da vida simples, em contato com a natureza. Estamos fazendo referência aos escritores do:
ROMANTISMO, para quem, encontrar-se com a natureza significava alargar a sensibilidade. ARCADISMO, propondo um retorno à ordem natural, como na literatura clássica, à medida que a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade. REALISMO, fugindo às exibições subjetivas e mantendo a neutralidade diante daquilo que era narrado; as referências à natureza eram feitas em terceira pessoa. BARROCO, movimento que valorizava a tensão de elementos contrários, celebrando Deus ou as delícias da vida nas formas da natureza.
6. Marília de Dirceu, famosa obra arcádica brasileira, inspirada em Maria Dorotéia de Seixas Brandão, foi escrita por:
Inácio José de Alvarenga Peixoto. Tomás Antônio Gonzaga. José Basílio da Gama. Cláudio Manuel da Costa.
7. "Voltaram à baila os deuses esquecidos, as ninfas esquivas, as náiades, as oréades e os pastores enamorados, as pastoras insensíveis e os rebanhos numerosos das bucólicas de Teócrito e Virgílio." (Ronald de Carvalho, PEQUENA HISTÓRIA DE LITERATURA BRASILEIRA) O trecho acima refere-se ao seguinte movimento literário:
Romantismo. Barroco. Arcadismo. Parnasianismo.
8. Considere as afirmativas sobre Barroco e o Arcadismo:
1. Simplificação da língua literária – ordem direta – imitação dos antigos gregos e romanos. 2. Valorização dos sentidos – imaginação exaltada – emprego dos vocábulos raros. 3. Vida campestre idealizada como verdadeiro estado de poesia-clareza-harmonia. 4. Emprego freqüente de trocadilhos e de perífrases – malabarismos verbais – oratória. 5. Sugestões de luz, cor e som – antítese entre a vida e a morte – espírito cristão antiterreno.
Assinale a opção que só contém afirmativas sobre o Arcadismo:
1, 4 e 5 2, 3 e 5 2, 4 e 5 1 e 3
9. Relacione as colunas:
1.Glauceste Satúrnio ( ) Tomás Antônio Gonzaga 2.Alcindo Palmirendo ( ) Cláudio Manuel da Costa 3.Dirceu ( ) Basílio da Gama 4.Termindo Sipílio ( ) Caldas Barbosa 5.Lereno ( ) Silva Alvarenga
3, 1, 5, 2, 4 3, 1, 4, 5, 2 3, 2, 4, 1, 5 3, 1, 4, 2, 5
10. Qual dessas afirmações não caracterizava a poesia arcádica realizada no Brasil no século XVIII?
Procurava-se descrever uma atmosfera denominada locus amoenus. A poesia seguia o lema de "cortar o inútil" do texto. As amadas eram ninfas, lembrando a mitologia grega e romana. Os poetas da época não se expressaram no gênero épico.
11. Apontar a alternativa correta:
Tomás Antônio Gonzaga cultivou a poesia satírica em O Desertor. Na obra Cartas Chilenas, temos uma sátira contra a administração de Luís da Cunha Menezes. Nessa obra o autor se disfarça sob o nome de "Doroteu" Para maior disfarce, o autor de Cartas Chilenas faz passar a ação na cidade do Rio de Janeiro.
12. Texto I "É a vaidade, Fábio, nesta vida, Rosa, que da manhã lisonjeada, Púrpuras mil, com ambição dourada, Airosa rompe, arrasta presumida."
Texto II "Depois que nos ferir a mão da morte, ou seja neste monte, ou noutra serra, nossos corpos terão, terão a sorte de consumir os dous a mesma terra."
O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão:
impessoal e, portanto, diferenciada do sentimentalismo barroco, em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta. despojada das ousadias sintáticas da estética anterior, com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente. em que predominam, diferentemente do Barroco, a antítese, a hipérbole, a conotação poderosa. em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco.
13. "A poesia parece fenômeno mais vivo e autêntico (...) por ter brotado de experiências humanas palpitantes". (Ele) "é dos raros poetas brasileiros, certamente o único entre os árcades, cuja vida amorosa importa para a compreensão da obra." "O lírico ouvidor soltava os seus amores em liras apaixonadas, que tinham, naquele ambiente de Vila Rica, um sabor novo e raro." Assim a crítica literária tem-se manifestado sobre o poeta:
Cláudio Manuel da Costa Tomás Antônio Gonzaga Alvarenga Peixoto Basílio da Gama
14. Os autores árcades brasileiros apresentam uma obra divorciada das necessidades brasileiras, na segunda metade do século XVIII. Como processo de defesa à liderança do público, tais letrados criam:
poemas de profundo subjetivismo; os contos regionais de mineração; a dialética; as academias
15. "Alguém há de cuidar que é frase inchada Daquela que lá se usa entre essa gente Que julga, que diz muito, e não diz nada. O nosso humilde gênio não consente, Que outra coisa se diga mais, que aquilo Que só convém ao espírito inocente." Os versos de Cláudio Manuel da Costa lembram o fato de que:
a expressão exata, contida, que busca os limites do essencial, é traço da literatura colonial brasileira e dos primeiros movimentos estéticos pós-Independência. o Barroco se esforçou por alcançar uma expressão rigorosa e comedida, a fim de espelhar os grandes conflitos do homem. o Arcadismo, buscando simplicidade, se opôs à expressão intrincada a aos excessos do cultismo do Barroco. o Romantismo, embora tenha refugado os rigores do formalismo neo-clássico, tomou por base o sentimentalismo originário desse movimento estético.
16. "Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que vive de guardar alheio gado; / De tosco trato, de expressões grosseiro, / Dos frios gelado e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto / Dá-me vinho, legume, fruta, azeite; / Das brancas ovelhinhas tiro o leite, / E mais as finas lãs, de que me visto. / Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!" O autor dos versos é:
Gonçalves de Magalhães Cláudio Manuel da Costa Tomás Antônio Gonzaga Alvarenga Peixoto
17. Uma qualidade patente nesta estrofe do exercício anterior é:
o bucolismo; o nacionalismo; o regionalismo; o indianismo.